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sábado, 30 de agosto de 2008

O Silêncio de Maria

J.M.+J.T.

Olá, pessoal!

Hoje é sábado, dia dedicado especialmente à Nossa Senhora e, por isso, tentaremos sempre escrever aqui algo relacionado à espiritualidade mariana nesse dia!

O tema que escolhi para hoje segue a linha do texto postado pelo Luis Ricardo ontem: o silêncio de Maria.

A Virgem Maria é nosso modelo de silêncio e de doação a Deus. Acolhe a Vontade de Deus em sua vida e dá o Sim que muda a humanidade para sempre. Aparece em poucos momentos da vida do Cristo narrada nos Evangelhos e se cala quando Jesus deve anunciar a Boa-Nova. Em uma das poucas vezes que Maria abre a boca para falar algo no Evangelho, ela canta:

"Minha alma engrandece o Senhor
e meu espírito exulta em Deus, meu Salvador,
porque olhou para a humildade de sua serva.
Doravante as gerações hão de chamar-me de bendita
O Poderoso fez em mim maravilhas
Santo é o seu nome!"

Como primeira discípula, sabe acolher os ensinamentos de seu Filho, seguindo-o até a morte na Cruz. E também no silêncio sofre ao ver pregado, injustamente, Aquele que mais ama. Depois da Ressurreição, reunida com os Apóstolos, assiste ao nascimento da Igreja, deixando o seu testemunho de Mãe do Salvador.

Os Carmelitas, desde seus primórdios, buscaram em seu silêncio um caminho para chegar ao Pai e foram a primeira ordem religiosa na Igreja dedicada à devoção da Virgem Santíssima, sob o nome de Nossa Senhora do Carmo. O Sinal dessa devoção se dá, principalmente, pelo uso do escapulário, aquele paninho marrom (pois é, tem gente que acha que o escapulário em si é a cordinha ou a imagem, mas não é não!) que colocamos junto ao peito, lembrando o espírito de serviço, já que o escapulário era um antigo avental dos frades. Mas nem vou me alongar muito sobre este assunto aqui, porque sobre o escapulário escreveremos em outra ocasião. ;)
Para concluir, deixo uma pergunta e uma frase para meditar e, quem quiser, comentar:

Temos que ser mais como Nossa Senhora em nossas vidas... Como podemos fazer isso?

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"Falais muito bem com outras pessoas, por que vos faltariam palavras para vos falar com Deus?" - Santa Teresinha do Menino Jesus

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

O Silêncio na Regra do Carmelo

J.M. + J.T.

Olá, pessoal!

Quando fizemos o Castillo, aprendemos (e muitos esquecemos!) que os primeiros monges do Monte Carmelo pediram a Santo Alberto para escrever uma regra de vida para eles. Essa regra sofreu algumas alterações (mitigações) ao longo dos séculos, mas manteve seu espírito até os dias de hoje. Um dos motivos da reforma de Santa Teresa foi fazer com que as irmãs, e mais tarde os frades, vivessem novamente como os primeiros monges. Então, conhecer e meditar sobre o texto da Regra do Carmelo é importante para conhecermos os pontos principais de nosso carisma. Claro que hoje não vamos falar sobre toda a regra, mas queria tocar num de seus pontos principais: o silêncio.

Hoje em dia, fazer silêncio é uma coisa rara, e às vezes até difícil. Estamos tão acostumados com o barulho que quando ficamos sem fazer nada, naturalmente sentimos vontade de batucar em alguma coisa, ou de falar com alguém, apenas por que não agüentamos o silêncio.

A Regra do Carmelo fala várias vezes do silêncio, direta ou indiretamente. Ela diz, por exemplo, que os monges (que nessa época eram eremitas) devem viver em celas separadas, e que só devem se encontrar para as orações litúrgicas, para a Missa e para as refeições em comum. Mais especificamente, ela diz, citando São Paulo, que todos devem trabalhar em silêncio para ganhar o seu pão. Mais tarde, Santa Teresa diz que a oração é um trato de amizade, estando muitas vezes tratando a sós com aquele que nos ama. Esse é o sentido do silêncio: evitar as distrações que podem nos atrapalhar na oração e na prática espiritual.

E nós, como podemos cultivar essa virtude em nossas vidas? Pra começar, podemos aproveitar momentos de oração, como a Missa, chegar alguns minutos antes e rezar em silêncio. A Missa não pode começar apenas quando entra o padre, mas deve ter esse tempo de preparação silenciosa. Além disso, precisamos encontrar alguns minutos durante o dia para fazer nossas orações em silêncio, no nosso quarto. Certamente todos temos nossas tarefas diárias, mas todos temos condições de encontrar esses momentos, por menores que sejam. Certamente, o cultivo de nossa vida espiritual passa por isso.

Vou encerrar por aqui, deixando a todos nós esse convite. Que possamos cultivar o silêncio em nossas vidas, e saibamos encontrar a Deus nesses momentos.

Um grande abraço a todos!